Ver o mosteiro beneditino escondido algures num vale e visitar uma das aldeias mais remotas do Parque Nacional da Peneda Gerês, foi assim este sábado.
Por terras de basto em direção a Montalegre, fomos quatro, com o Calafate, o Miguel, e o Norberto (novos amigos das motas), combatendo e esquecendo o frio (+ 9º) e o medo de uma queda por causa do piso molhado e escorregadio quase a cada curva, com paisagens que teimamos em não acreditar que existem em Portugal.
Descobrimos a aldeia de Cerva, nas costas de Ribeira de Pena, regado pelo rio Poio, e um bom troço de estrada com 10km, N312, até à Portela da Santa Eulália.
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| Castelo de Montalegre |
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| Tasca do Açougue |
Em menos de trinta minutos chegamos, à aldeia de Santa Maria das Júnias vizinha das erupções graníticas do Gerês. A aldeia parece fechada, sem entradas, sem gentes. Com ruas estreitas, e calçada de pedras comprimidas entre os muros que parecem todos iguais rapidamente somos absorvidos pelo labirinto de esquinas comuns.
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| Largo em Pitões das Júnias |
Sem tempo, voltamos à placa castanha que indica direção para um mosteiro não identificado e uma cascata. Nós procuramos o mosteiro beneditino que fica no estreito vale da ribeira de Campesinho, onde somos recebidos por um não menos monumental carvalho. O edifício em ruínas tem o encanto pelo lugar onde foi construído. Tem notórios traços românicos e os arcos que sugerem um pequeno claustro aberto para um jardim ou quintal virado a poente.
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| Mosteiro de Pitões |
Este percurso é muito bom porque tem, boas estradas, ótimas paisagens, monumentos de interesse nacional e oferta turística variada.








