sábado, 26 de novembro de 2011

Ir a Pitões das Júnias


Ver o mosteiro beneditino escondido algures num vale e visitar  uma das aldeias mais remotas do Parque Nacional da Peneda Gerês, foi assim este sábado.


Por terras de basto em direção a Montalegre, fomos quatro, com o Calafate, o Miguel, e o Norberto (novos amigos das motas), combatendo e esquecendo o frio (+ 9º) e o medo de uma queda por causa do piso molhado e escorregadio quase a cada curva, com paisagens que teimamos em não acreditar que existem em Portugal.

Descobrimos a aldeia de Cerva, nas costas de Ribeira de Pena, regado pelo rio Poio, e um bom troço de estrada com 10km, N312, até à Portela da Santa Eulália.

Castelo de Montalegre
Boticas é uma vila simpática, num planalto, aberta ao sol onde até as montanhas parecem ter-se afastado para eliminar as sombras. Fiquei com a curiosidade de ver o centro das artes, na entrada sul, ainda em construção.


Daqui até Montalegre são cerca de 28km, pela N103 e N308 é um regalo para os fãs das curvas e da paisagem. É curva e contra curva, a subir, a descer, são rectas e bom piso ornamentado por prados verdejantes, vales longos e lá para o km25 surge a gigante albufeira do Alto do Rabagão, nos planaltos de Montalegre.

Tasca do Açougue
E onde há castelo e Larouco há Montalegre e há boa posta de carne barrosã bem servida pela Tasca do Açougue, ali perto das muralhas da fortificação.

Em menos de trinta minutos chegamos, à aldeia de Santa Maria das Júnias vizinha das erupções graníticas do Gerês. A aldeia parece fechada, sem entradas, sem gentes. Com ruas estreitas, e calçada de pedras comprimidas entre os muros que parecem todos iguais rapidamente somos absorvidos pelo labirinto de esquinas comuns.
Largo em Pitões das Júnias

 Sem tempo, voltamos à placa castanha que indica direção para um mosteiro não identificado e uma cascata. Nós procuramos o mosteiro beneditino que fica no estreito vale da ribeira de Campesinho, onde somos recebidos por um não menos monumental carvalho. O edifício em ruínas tem o encanto pelo lugar onde foi construído. Tem notórios traços românicos e os arcos que sugerem um pequeno claustro aberto para um jardim ou quintal virado a poente.

Mosteiro de Pitões
Daqui, partimos em direção a Vieira do Minho. Acompanhando o rio Rabagão vimos as barragens do Alto do Rabagão, Venda Nova e Caniçada Gerês. A pouca sinalização, ou a falta de sinalização levou-nos à Póvoa do Lanhoso deixando Vieira do Minho para trás. Alterando os planos de regresso.





Este percurso é muito bom porque tem, boas estradas, ótimas paisagens, monumentos de interesse nacional e oferta turística variada.












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