Impensável!
7h da manhã a sair do ferry boat em Marselha, ligamos os auriculares e diz o Zé: "como é chico, é até Burgos?". Eu ri-me, desconfiado, mas no fundo até me sentia capaz. Mas respondi que era demasiado.
O que é certo é que o concluímos com chegada a Burgos pelas 18h.
Foi impressionante o andamento que só tinha paragem para abastecer de 300 em 300 km.
Para trás ficaram paisagens dos prados franceses, as montanhas dos Pirinéus e da velocidade com que passamos de Irún a Vitória Gastez.
Para recordar fica o susto, que me levou a dar uma pancada nas malas no separador da via rápida, porque o Zé ficou indeciso em virar para Burgos, numa bifurcação que apontava Burgos em duas direcções (via com portagem e sem outra portagem).
Esta cidade foi uma agradável surpresa. Encontramos um hostel fantástico e barato, e vimos uma cidade com vida nocturna animada e com um casco antigo muito bonito, centralizado na espantosa catedral de Burgos.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
De Ajaccio a Marselha pelo mar
11h de viagem de "titanic" numa cabine que tem o conforto que o corpo precisa para fazer 1000 km até Burgos. Será?
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Córsega interior tem tiros e porcos na estrada
Os primeiros 30km a partir de Bonifacio são entre montanha, de arbustos rasteiros e árvores curtas como pinheiros, oliveiras e uma especie de cedros, e um banho de mar sobre rochas e algumas praias. A estrada é boa e até Propriano fazem-se grandes curvas e algumas boas rectas.
Antes de Propriano cortamos para Sartene em direcção às montanhas de mil e dois metros de altitude. A paisagem na entrada sul do parque natural é em tudo identica à das Beiras de Portugal, entre vales amarelados em pousio e horizonte de montanhas rochosas salpicadas de penedos. À medida que vamos pro interior a paisagem torna-se verde e fresca muito semelhante à do Gerês. De longe a longe entre dezenas de curvas fechadas apertadas e inclinadas encontramos aldeias que mostram simpatia pelas flores cultivadas nos canteiros da estrada ou nas floreiras de cada casa. As construções são em blocos pequenos de granito. As janelas fazem-se na sua maioria de madeira. Curioso é haver sempre uma mesa e cadeiras à porta ora ocupadas ora sós. A mais de mil metros, onde há limitação de veículos, a floresta adensa-se e os animais de pasto aparecem nos campos e na estrada com frequência. Mas foram as varas de porcos, grandes e pequenos, que nos fizeram parar os ver desfazer as valetas à procura de comida completamente indiferentes à nossa presença e ao barulhos dos motores.
Lá continuamos nos pela D69 a estrada que nos levava até ao ponto mais alto no centro da Córsega. Pelo caminho podemos reparar que as várias placas de indicação de direcção tinham os nomes das aldeias escritos em francês fuzilados e/ou apagados. Deu para perceber o "nacionalismo" exarcebado dos corsos como se identificam - e não franceses.
Pelas cinco horas e ainda a mais de uma hora de viagem até ao topo decidimos virar em direcção a Ajaccio; precisamos de informações sobre os embarques pro continente. Nos poucos quilometros que fizemos na cidade, mostrou-nos uma avenida longa de exploração marítima e os edificios clássicos numa cidade com muitos turistas.
O regresso a Bonifacio faz-se em pequena parte por estrada montanhosa e cheia de curvas; bom pras motas dificil para os carros; 130km em pouco mais de duas horas.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Mais praias
Hoje procuramos uma praia diferente na costa este. Fomos parar a Moara Beach uma enseada bastante grande e com um bar na praia, com boa esplanada e mesas na água, que fazia uns pratos e cocktails de frutas vistosos. A bebida alcoolica da moda aqui o mojito. Por todo o lado se vê publicidade e povo com o copo de hortelã na mão.
domingo, 7 de agosto de 2011
À descoberta das praias
Percorremos 4 praias hoje. A primeira que vimos é brutal. Uma pequena enseada de areia branca água quentinha e pouca gente.
As outras são mais badaladas. A água tem sempre aquele aspecto fabuloso em tons de azul turquesa.
Ainda descemos uma falésia perto de Bonifacio onde encontramos um sítio pra dar uns saltos pra água.
As outras são mais badaladas. A água tem sempre aquele aspecto fabuloso em tons de azul turquesa.
Ainda descemos uma falésia perto de Bonifacio onde encontramos um sítio pra dar uns saltos pra água.
sábado, 6 de agosto de 2011
Córsega à vista
à primeira vista uma simples cidade portuária. O porto e uma linha de prédios e casinhas espalhadas pela encosta. Pelo que os olhos conseguem alcançar assim que vimos terra não diríamos que é uma ilha tal é a extensão.
Desembarcamos directos a Bonifacio, no sul, onde estão as melhores praias.
Não há auto-estradas. São 180 km de estrada nacional em recorte montanhoso de paisagem em tudo identica à do norte de Portugal.
Quase 22h quando chegamos e a tão afamada cidade de Bonifácio tinha uma entrada tão vulgar quanto uma rotunda casas de comércio e umas bombas de combustível antes de desaguarmos na marina repleta de iates tal e qual marina do Mónaco. O parque de campismo que fica mesmo à entrada estava a fechar e não sabíamos onde estavam os hotéis e pousadas. Acabamos a noite numa quinta com bunglows e ainda negociamos o preço :)
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Menton a Levanto
A estrada até Levanto foi fabulosa. Entrou directamente para o nosso top de estradas. Curvas e mais curvas com bom piso, ora à sombra de grande vegetação ora com o mar no horizonte. Quilómetros de prazer.
Levanto foi uma pequena surpresa. Cidade pequena inserida no vale que antecede as Cinque Terre, tinha uma boa extensão de praia, embora de areia negra, e de acesso restrito e pago. Por aqui tudo de paga descobrimos. Ficamos no La Loggia uma pequena pousada de família completo com um restaurante no r/c com bons pratos, massa e carne a julgar pelo que comemos e peixe que vimos chegar às mesas circundantes. Quase perdemos a cabeça numa garrafinha de vinho de Levanto :). Eu perdi-me num Semifreddo de amoretto para sobremesa. Delícia.
Enquanto jantavamos no exterior do La Loggia tocavam na praça La Loggia um grupo de jazz/bossanova completou todo o cenário nocturno dum serão de verão impecável.
Levanto foi uma pequena surpresa. Cidade pequena inserida no vale que antecede as Cinque Terre, tinha uma boa extensão de praia, embora de areia negra, e de acesso restrito e pago. Por aqui tudo de paga descobrimos. Ficamos no La Loggia uma pequena pousada de família completo com um restaurante no r/c com bons pratos, massa e carne a julgar pelo que comemos e peixe que vimos chegar às mesas circundantes. Quase perdemos a cabeça numa garrafinha de vinho de Levanto :). Eu perdi-me num Semifreddo de amoretto para sobremesa. Delícia.
Enquanto jantavamos no exterior do La Loggia tocavam na praça La Loggia um grupo de jazz/bossanova completou todo o cenário nocturno dum serão de verão impecável.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
St Rafael a Menton
Ou de St Raphael ao Mónaco
A Cõte d'Azur é de facto muito bonita. Todas as pequenas aldeias, as casinhas coloridas e decoradas com flores em cada canto, os recantos rochosos no mar onde se escondem pequenos e grandes barcos para mergulhos no azul e verde do mediterrâneo, e todas as curvas de estrada do recorte montanhoso até Cannes são um abuso para os sentidos.
Entramos em Cannes recebidos por uma longa estrada marginal acompanhada por praia com boa areia - sim porque a areia por aqui costuma ser ou preta ou simplesmente rocha - e depois de alguns minutos a rolar em silencio de admiração parámos para mergulhar. O Zé não hesitou pois mergulhar em Cannes era para ele um objectivo/desejo a concretizar. Eu fiquei a guardar as motas, e acabei por perder o apetite pela água e ganhar para o estômago incentivado pelas sanduiches que saiam duma pequena barraquinha de ar pesqueiro e simpático. E que boa estava a combinação o pão tipo cacete em forma de hamburguer gigante com atum tomate alface cebola e um qualquer molho tipo maionese - bem e disto isto parece uma sandes vulgar, mas não parecia!
À medida que nos dirigíamos para o centro de Cannes a perplexidade aumentava provocada pelos luxosos hóteis, separados por uma avenida decorada com palmeiras flores e mais flores, da enorme marina repleta de iates e veleiros de aspecto caríssimo. O asfalto era pisado por Lamborghinis, Bentleys, RR, Porches e os Ferraris claro, que aqui parecem andar aos pares.
Paramos no passeio marginal em frente ao Hotel Martinez e a sua praia privada para apreciar um mundo diferente do nosso, onde toda a gente parece ser rica, menos nós.
Tinhamos de cumprir horário. Nice vem a seguir com a devida vénias, mas sem bater Cannes.
Mónaco surge logo ao virar duma esquina e assusta-nos com a sua imponência construtiva em tão pouco espaço. As lojas das grandes marcas surgem na marginal como tascas na ribeira do Porto. Até o concessionário da Ferrari. A marina tem os iates gigantes de passadeira vermelha no cais guardados por seguranças com ar de marinheiros. No chão da estrada marginal as marcas do lugares do Fórmula 1 dizem-nos que estamos no início do circuito de cidade mais conhecido do mundo. Objectivo: fazer o circuito de mota, curvar nos limites antes de entrar no túnel em 4 a puxar à red line para travar quase a fundo na chicane e bater o recorde do Smart do Ricardo :). Não fomos embora sem ver o estádio onde o FCP foi campeão. Rodamos por toda a cidade para cima para baixo em Montecarlo um sobe e desce em viadutos e túneis.. Ufa!
Quase 2horas dps desistimos de rodar vencidas as mãos por causa do pára arranca constante desta caótica cidade.
Menton foi o alívio. Colado ao Mónaco esta cidade mais pacata albergou-nos no topo de uma das montanhas. Tem uma vista sobre o mar e a cidade previlegiada, mas está muito afastada da cidade e inserida no meio de parque de campismo. Tem um ar pouco cuidado e pouco acolhedOr.
Menton diz o Zé, é a Albufeira ao lado de Vilamoura que seria o Mónaco. É uma cidade fronteiriça separada de Itália como o edifico transparente separa o Porto de Matosinhos.
A Cõte d'Azur é de facto muito bonita. Todas as pequenas aldeias, as casinhas coloridas e decoradas com flores em cada canto, os recantos rochosos no mar onde se escondem pequenos e grandes barcos para mergulhos no azul e verde do mediterrâneo, e todas as curvas de estrada do recorte montanhoso até Cannes são um abuso para os sentidos.
Entramos em Cannes recebidos por uma longa estrada marginal acompanhada por praia com boa areia - sim porque a areia por aqui costuma ser ou preta ou simplesmente rocha - e depois de alguns minutos a rolar em silencio de admiração parámos para mergulhar. O Zé não hesitou pois mergulhar em Cannes era para ele um objectivo/desejo a concretizar. Eu fiquei a guardar as motas, e acabei por perder o apetite pela água e ganhar para o estômago incentivado pelas sanduiches que saiam duma pequena barraquinha de ar pesqueiro e simpático. E que boa estava a combinação o pão tipo cacete em forma de hamburguer gigante com atum tomate alface cebola e um qualquer molho tipo maionese - bem e disto isto parece uma sandes vulgar, mas não parecia!
À medida que nos dirigíamos para o centro de Cannes a perplexidade aumentava provocada pelos luxosos hóteis, separados por uma avenida decorada com palmeiras flores e mais flores, da enorme marina repleta de iates e veleiros de aspecto caríssimo. O asfalto era pisado por Lamborghinis, Bentleys, RR, Porches e os Ferraris claro, que aqui parecem andar aos pares.
Paramos no passeio marginal em frente ao Hotel Martinez e a sua praia privada para apreciar um mundo diferente do nosso, onde toda a gente parece ser rica, menos nós.
Tinhamos de cumprir horário. Nice vem a seguir com a devida vénias, mas sem bater Cannes.
Mónaco surge logo ao virar duma esquina e assusta-nos com a sua imponência construtiva em tão pouco espaço. As lojas das grandes marcas surgem na marginal como tascas na ribeira do Porto. Até o concessionário da Ferrari. A marina tem os iates gigantes de passadeira vermelha no cais guardados por seguranças com ar de marinheiros. No chão da estrada marginal as marcas do lugares do Fórmula 1 dizem-nos que estamos no início do circuito de cidade mais conhecido do mundo. Objectivo: fazer o circuito de mota, curvar nos limites antes de entrar no túnel em 4 a puxar à red line para travar quase a fundo na chicane e bater o recorde do Smart do Ricardo :). Não fomos embora sem ver o estádio onde o FCP foi campeão. Rodamos por toda a cidade para cima para baixo em Montecarlo um sobe e desce em viadutos e túneis.. Ufa!
Quase 2horas dps desistimos de rodar vencidas as mãos por causa do pára arranca constante desta caótica cidade.
Menton foi o alívio. Colado ao Mónaco esta cidade mais pacata albergou-nos no topo de uma das montanhas. Tem uma vista sobre o mar e a cidade previlegiada, mas está muito afastada da cidade e inserida no meio de parque de campismo. Tem um ar pouco cuidado e pouco acolhedOr.
Menton diz o Zé, é a Albufeira ao lado de Vilamoura que seria o Mónaco. É uma cidade fronteiriça separada de Itália como o edifico transparente separa o Porto de Matosinhos.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Perpignan a Frejus
De Perpignan a Frejús nada de novo.
Chegamos à pousada da juventude perto das 17h30 mesmo à hora de reabertura dos serviços. A pousada está no meio duma floresta e tem um ar campestre gasto, sem cor; tendo em conta a envolvência do campo parecia que estavamos numa quinta onde o único animal que vimos foi um esquilo.
Check-in feito rumamos à procura das paisagens que os cartazes afixados na pousada mostravam de S. Raphael, a vila ao lado de Frejús.
Não as encontramos, mas a estrada e a paisagem até St Tropez rapidamente nos fez esquecer.
Iates e mais iates, carros exóticos por todo o lado confirmam que estamos na terra dos ricos muito ricos.
No centro da vila de St. Tropez reina a confusão estival. Os carros abundam pelaa ruas estreitas como na baixa do Porto, e as motas estão por todo o lado que é parque ou não desde que haja um espaço..
Chegamos à pousada da juventude perto das 17h30 mesmo à hora de reabertura dos serviços. A pousada está no meio duma floresta e tem um ar campestre gasto, sem cor; tendo em conta a envolvência do campo parecia que estavamos numa quinta onde o único animal que vimos foi um esquilo.
Check-in feito rumamos à procura das paisagens que os cartazes afixados na pousada mostravam de S. Raphael, a vila ao lado de Frejús.
Não as encontramos, mas a estrada e a paisagem até St Tropez rapidamente nos fez esquecer.
Iates e mais iates, carros exóticos por todo o lado confirmam que estamos na terra dos ricos muito ricos.
No centro da vila de St. Tropez reina a confusão estival. Os carros abundam pelaa ruas estreitas como na baixa do Porto, e as motas estão por todo o lado que é parque ou não desde que haja um espaço..
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Saragoça a Perpignan
Acordamos tarde e poucos minutos depois a seguradora liga-nos a dizer que o concessionário já tinha a mota pronta. Óptimas notícias. Malas arrumadas à pressa e gás pra motorrad buscar as 'miúdas'. A viagem está de novo em marcha.
Esteve um calor terrível hoje de tarde. Sempre acima dos 30 graus. Só acima de Girona é que sentimos a temperatura baixar bastante. Foram cerca de 500km bastante entediantes. Não há nada de interessante pra ver ao longo das estradas nacionais neste troço. Só um desvio ao mosteiro de Montserrat, km's antes de Girona, poderia salvar este caminho.
La Junquera.
A última vez que passei por esta vila teria uns 10 ou 11 anos e o que a minha memória guarda são as pontes muito altas e a escadaria gigante montanha acima e que termina numa construção tipo templo para teste às vertigens. Infelizmente nós circulavamos pela nacional e aquilo fica na autoestrada.
Perpignan.
Parece uma cidade pacata. As casas deixam de ser cor de barro e em tijolo e são agora brancas com jardinzinhos de imensa relva..
Já no albergue, que estava esgotado, até fazermos uma cara de meninos abandonados, conseguimos um lugar pra passar a noite. Fomos celebrar com uma piza no restaurante Napoli recomendado pelo recepcionista.
No nosso quarto estão mais três pessoas. Um do Canadá outro da Argentina (Buenos Aires) e o outro é asiático e nao se apresentou. Parecem tipos porreiros mas eu fechei as malas todas à chave.
Esteve um calor terrível hoje de tarde. Sempre acima dos 30 graus. Só acima de Girona é que sentimos a temperatura baixar bastante. Foram cerca de 500km bastante entediantes. Não há nada de interessante pra ver ao longo das estradas nacionais neste troço. Só um desvio ao mosteiro de Montserrat, km's antes de Girona, poderia salvar este caminho.
La Junquera.
A última vez que passei por esta vila teria uns 10 ou 11 anos e o que a minha memória guarda são as pontes muito altas e a escadaria gigante montanha acima e que termina numa construção tipo templo para teste às vertigens. Infelizmente nós circulavamos pela nacional e aquilo fica na autoestrada.
Perpignan.
Parece uma cidade pacata. As casas deixam de ser cor de barro e em tijolo e são agora brancas com jardinzinhos de imensa relva..
Já no albergue, que estava esgotado, até fazermos uma cara de meninos abandonados, conseguimos um lugar pra passar a noite. Fomos celebrar com uma piza no restaurante Napoli recomendado pelo recepcionista.
No nosso quarto estão mais três pessoas. Um do Canadá outro da Argentina (Buenos Aires) e o outro é asiático e nao se apresentou. Parecem tipos porreiros mas eu fechei as malas todas à chave.
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