Era só para durar 2h no máximo, era só para uma voltinha curta, mas acabamos com 5h horas de viagem por sítios imprevistos primeiro com calor e depois a neve.
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| Entroncamento para Vale da Mota |
O Zé não queria ir tomar café à Régua, porque "era longe" ou "demoramos muito tempo".
"Vamos a Arouca?!" E lá fomos.
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| Aldeia de Seixo |
Poucos quilómetros depois de Castelo de Paiva encontramos o Vale das Motas.
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| Aldeia de Meitriz |
Arouca vem depois de umas boas dezenas de curvas até desaguarem num vale por onde se estende uma vila simpática, envolta de verde e de gente de roupa escura. Só os doces parecem ter todas as cores :) na avenida principal ladeada de confeitarias, aprendizes dos(as) mestres do convento.
Na saída, paramos perante uma bifurcação, e perguntamos pelo melhor caminho para Castro Daire. O homem olhou para as duas e disse:
"Esta vai dar a Castro Daire".
"E esta?" - perguntei eu.
" Essa também." - disse o homem.
Uma ia por Alvarenga, outra ia pelo interior em direcção à serra da Freita. Decidimos por esta última. Tinha mais aventura, pensamos nós.
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| Aldeia de Janarde |
O rio paiva começa a mostrar o leito por onde corre e como as suas águas são ainda cristalinas. Algumas aldeias de Portugal sobrevivem junto dele, financiadas pelos programas europeus como mostram as placas. Pena que nenhuma delas era para arrendar. Se quisermos podemos "trazer as tendas e ficar por aí junto ao rio" disse uma senhora dona de uma das casas.
A estrada era cada vez mais estreita e algumas partes tinham inclinações superiores a 20%. Ainda fizemos uns km em terra enlameada.
Pedimos informação sobre se a nossa direcção era correcta, ao que nos respondiam afirmativamente, e "depois vire aqui e vire ali mas é sempre e, frente e não tem que enganar" e que procurássemos indicações da serra de S. Macário. E encontramos o topo da serra.
Na descida perdemo-nos. Viramos para o lado errado e formos parar a S. Pedro do Sul.
Já era noite quando estavamos a passar Castro Daire.
O frio que sentimos assim que o sol de pôs, acentuou-se. O frio era agora muito muito frio à porta de Montemuro. E no cume da montanha era frio como a neve que ainda perdurava na encosta norte.
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| Aldeia de Meitriz |
Descer Montemuro foi terrível, os dedos recusavam-se largar os punhos aquecidos, e travar era mais difícil agora que os pés e joelhos estavam gelados. No peito sentia-se cada vez mais frio, como se tivesse uma saca de gelo encostada ao casaco.
Ao passar o centro de Cinfães foi bom, pois a temperatura entre as casas era bem superior.
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| A mancha branca é neve! |
Chegamos fizemos uma fogueira e bebemos duas canecas de chá quente e comemos dois pacotes de bolachas. Até foi fixe :)










