Ou de St Raphael ao Mónaco
A Cõte d'Azur é de facto muito bonita. Todas as pequenas aldeias, as casinhas coloridas e decoradas com flores em cada canto, os recantos rochosos no mar onde se escondem pequenos e grandes barcos para mergulhos no azul e verde do mediterrâneo, e todas as curvas de estrada do recorte montanhoso até Cannes são um abuso para os sentidos.
Entramos em Cannes recebidos por uma longa estrada marginal acompanhada por praia com boa areia - sim porque a areia por aqui costuma ser ou preta ou simplesmente rocha - e depois de alguns minutos a rolar em silencio de admiração parámos para mergulhar. O Zé não hesitou pois mergulhar em Cannes era para ele um objectivo/desejo a concretizar. Eu fiquei a guardar as motas, e acabei por perder o apetite pela água e ganhar para o estômago incentivado pelas sanduiches que saiam duma pequena barraquinha de ar pesqueiro e simpático. E que boa estava a combinação o pão tipo cacete em forma de hamburguer gigante com atum tomate alface cebola e um qualquer molho tipo maionese - bem e disto isto parece uma sandes vulgar, mas não parecia!
À medida que nos dirigíamos para o centro de Cannes a perplexidade aumentava provocada pelos luxosos hóteis, separados por uma avenida decorada com palmeiras flores e mais flores, da enorme marina repleta de iates e veleiros de aspecto caríssimo. O asfalto era pisado por Lamborghinis, Bentleys, RR, Porches e os Ferraris claro, que aqui parecem andar aos pares.
Paramos no passeio marginal em frente ao Hotel Martinez e a sua praia privada para apreciar um mundo diferente do nosso, onde toda a gente parece ser rica, menos nós.
Tinhamos de cumprir horário. Nice vem a seguir com a devida vénias, mas sem bater Cannes.
Mónaco surge logo ao virar duma esquina e assusta-nos com a sua imponência construtiva em tão pouco espaço. As lojas das grandes marcas surgem na marginal como tascas na ribeira do Porto. Até o concessionário da Ferrari. A marina tem os iates gigantes de passadeira vermelha no cais guardados por seguranças com ar de marinheiros. No chão da estrada marginal as marcas do lugares do Fórmula 1 dizem-nos que estamos no início do circuito de cidade mais conhecido do mundo. Objectivo: fazer o circuito de mota, curvar nos limites antes de entrar no túnel em 4 a puxar à red line para travar quase a fundo na chicane e bater o recorde do Smart do Ricardo :). Não fomos embora sem ver o estádio onde o FCP foi campeão. Rodamos por toda a cidade para cima para baixo em Montecarlo um sobe e desce em viadutos e túneis.. Ufa!
Quase 2horas dps desistimos de rodar vencidas as mãos por causa do pára arranca constante desta caótica cidade.
Menton foi o alívio. Colado ao Mónaco esta cidade mais pacata albergou-nos no topo de uma das montanhas. Tem uma vista sobre o mar e a cidade previlegiada, mas está muito afastada da cidade e inserida no meio de parque de campismo. Tem um ar pouco cuidado e pouco acolhedOr.
Menton diz o Zé, é a Albufeira ao lado de Vilamoura que seria o Mónaco. É uma cidade fronteiriça separada de Itália como o edifico transparente separa o Porto de Matosinhos.
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