domingo, 17 de outubro de 2010

Lamego via Montemuro

Não há sol que consiga aquecer um passeio pela montanha nesta altura do ano. Em Montemuro o horizonte deixa ver* perfeitamente a serra da Aboboreira e do Marão. Parece que alguém limpou o para-brisas da montanha. Pelas costas da cordilheira descemos em direcção a Lamego. Abrandamos para acompanhar um qualquer riacho num vale ameno e colorido pelo pantone do Outono. As estradas têm o tamanho dos caminhos e o piso não requer atenção. Já a quantidade de castanheiros pedem atenção exibindo grandes ouriços. Bigorne, Magueija, Magueijinha, Matança, Matancinha, Ordens e Sucres, alguns dos nomes das aldeias da N2 fazem-nos abrandar sorrir e reler para acreditar. Lamego surge no vale entre montanhas selvagens e as montanhas delineadas pelos sucalcos das vinhas. No meio do vale sobressai o castelo cercado de casas centenárias entre edifícios demasiados altos e de gosto duvidoso... não! São feios mesmo, pronto. Pedimos sugestões para almoço. O sr do quiosque recomenda uma simples churrasqueira e o taxista um restaurante que na porta diz que é Novo. Uma vitela estufada com batatas assadas e legumes. Nada de especial. Saímos apeados para reconhecimento e encontramos lugares estreitos com grandes fachadas de estilo árabe misturado com a dureza e românica e as fantásticas cachorradas e gárgulas.
Fizemo-nos à estrada. O Zé tinha horário pra cumprir. Peso da Régua a 10km e em menos de uma hora em casa. Terminei com um quarteirão de castanhas em Bitetos. Ricardo Adriano e Tuca.
* na aplicação do tlm marcava 16km de visibilidade.

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